sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Sumisso

Luan on

Fiquei puto de raiva com aquela ligação, Jade ultimamente tinha o poder de me tirar do sério, andava me ameaçando sempre, simplesmente por que coloquei um fim em nosso lance, eu já não sentia nenhuma atração por ela, ela era vulgar e eu já não me sentia atraído por ela.
Voltei ao camarim onde Duda estava com Téo e comecei a fazer minha nebulização, eu precisava daquilo pra não prejudicar minha voz futuramente.

-papai, que coisa feia é essa? Faz barulho...
Papai, tadinha da minha mãe, ela ta triste, o dodói da mão dela tá doendo, tem que levar ela no médico, o pano que você colocou já sujou de sangue ó...
Ele apontava pra mão de Duda, a faixa que eu tinha enrolado junto ao  curativo, já estava vermelha, merda.

-Deixa seu pai quieto Téo, ele tem que preparar a voz meu amor...

-Mas mamãe...

-Quieto Téo, obedeça a sua mãe, falei sério, e, você Eduarda, pode ficar ao lado do palco durante o show, mas evite ser vista, não quero mais confusão.
E outra, trata de ficar quieta com essa mão, não preciso de mais problemas com isso, e para de frescura de falar que ta doendo, ta deixando o Téo assustado atoa.

-Tudo bem...

Continuei fazendo minha nebulização enquanto meu filho corria pra todos os lados, aquilo era bom, ele estava crescendo e se tornando uma criança independente, esperta e brincalhona.

-Papai, posso ir lá fora ficar com o tio Rober até começar o show?

-Pode sim filho, vai lá...
Ele foi correndo  pra fora, e  fiquei ali com Duda até dar a hora do show e Rober vir me chamar pra subir no palco.

-Boi, ta na hora, pode ir pro palco...

-Beleza, cadê o Téo?

-Uai boi, ta comigo não, ele não tava com a Duda?

-Não, meu filho foi atrás de você, puta que pariu, cadê esse menino?

-eu não vi nada cara, ele não me procurou, eu estava com o Well no back e ele não apareceu.


-Meu Deus do céu, o Téo sumiu...