Luan on
Cheguei perto dela com calma e ela se encolheu quando me viu, ainda chorando
-Eduarda, o que esta acontecendo com você?
-Não, não é nada, disse tentando conter o choro.
-Eu quero saber o porquê você tanto chora, não vou perguntar
de novo, acho bom você me responder por bem, eu não quero ficar ainda mais nervoso
com você, então Eduarda, para de bancar a durona e me responde de uma vez o por
que tanto chora ou vou te dar mais um motivo pra chorar.
- Olha o que você está fazendo comigo, você nunca vai entender
não é? Por que você faz isso hein? por que
me machuca?
-Então é isso? Ora, por favor Eduarda, tenha santa paciência,
não é preciso tanto choro, foram só uns tapas, você me provocou e isso não pode
estar doendo tanto.
-Pois está, e não é só por fora, eu tô tentando de tudo, por
que eu te amo, mas, eu não aguento mais, não faz isso comigo por favor.
-PARA DE DRAMA CARALHO, VOCÊ PROVOCOU E MERECEU AQUILO, EU
NÃO FALEI NENHUMA MENTIRA, ENTÃO PARA COM ESSE CHORO INFANTIL ANTES QUE EU TE
DÊ MOTIVO PRA CHORAR DE VERDADE, E NÃO OUSE DIZER QUE ME AMA DE NOVO, VOCÊ
ACABOU COM MINHA VIDA E EU SÓ SINTO ÓDIO POR VOCÊ, ÓDIO, É ISSO O QUE VOCÊ
DESPERTA NAS PESSOAS EDUARDA Exaltei-me e acabei gritando com ela que arregalou
os olhos chorando desesperada, o que me deu raiva.
-MANDEI PARAR DE CHORAR PORRA, VOCÊ É SURDA?
-Não faz isso, pelo amor de Deus, aiiiiiiiin, chorou e nesse
momento percebi que eu novamente apertava seu braço roxo.
Soltei o braço dela na hora e vi as mascas do meus dedos
ali, meu Deus, ela me tirava o controle, voltei a realidade quando a ouvi
soluçar se apoiando na beirada da parede pra não cair em cima da cama, tremendo de medo, puts, fiz merda de novo, mas dessa vez, a
minha consciência pesou um pouco.
Cheguei novamente perto dela
e toquei em seu rosto, enxugando suas lagrimas, eu não gostava nenhum pouco
dela, mas também não era um monstro, e realmente agi errado.
-Eduarda, calma, você tá
tremendo, falei doce segurando pra que ela não caísse, ela estava passando mal
pelo susto, merda.
-Só não me bate, por favor...
-Não vou te bater, fica
calma, você tá passando mal, eu vou buscar agua , falei a ajudando a sentar
sobre a cama e dei a agua a ela.
-Eu não quis assustar você,
me desculpa, não quis te machucar Eduarda, mas você me tira do sério, me deixa
ver isso, pedi calmo e segurei seu braço que tinham minhas marcas, assim que o
toquei ela gemeu de dor, nem eu sabia que tinha tanta força, merda, mil vezes
merda, me sentia envergonhado por ter quase batido em uma mulher.
-Caramba, tá roxo, me perdoa
Eduarda, eu não devia ter feito isso, foi por impulso, está doendo muito?
-tá tudo bem.
- Não perguntei se esta tudo
bem ou não, perguntei se está doendo.
-Sim, ela disse num sussurro
trêmulo.
- Você sabe aonde esta a
pomada e aonde tem remédios, e, Eduarda, por favor, eu vou pedir a você, não me
desafia, não tenta me testar, eu não tenho paciência com você e vou acabar
fazendo besteira como eu fiz hoje e nenhum de nós dois quer isso, então, evita.
O Téo quer jantar fora e eu
prometi isso a ele, então, trata de se arrumar e passar uma boa maquiagem pra
não ficar com cara de choro, eu não quero ser noticia, eu vou descer e me
arrumar junto com ele, quando eu subir quero você pronta, não vou desapontar
meu filho, falei e desci pra pegar Téo e me arrumar junto com ele.
Eduarda on
Mais uma vez ele chegou
irritado e descontou sua raiva em mim,
mas, agora, ele novamente me machucou fisicamente, suas palavras me doíam mais
que um punhal, mas eu devia ser forte, pelo menos na frete dele, ele não
gostava de me ouvir chorar.
Como ele pediu, me arrumei e
fomos ao restaurante, era algo um tanto cômico, lá, ele fazia de tudo pra parecer que me
amava, puxou a cadeira pra que eu sentasse, entrelaçou nossas mãos, e até me
deu um beijo na boca, mas eu sabia que era só pra parecer um bom marido perante
aos repórteres que ali estavam.
Pedimos nossa refeição, Téo
estava entusiasmado e conversava com o pai, era bom estar assim em um momento família,
apesar de saber que não era real.
-O que quer pra sobremesa
meu filho? Luan perguntou sorrindo.
-Eu quero muito sorvete.
- Téo, esta tarde, adverti,
nada de sorvete a essa hora mocinho, ou você pode ficar doente...
- Deixa o garoto, disse
fazendo o pedido.
- Viu mamãe, meu pai deixou,
só você que é chata e não deixa nada,
por isso eu só amo o papai e não gosto
de você...
Engoli em seco segurando as
lagrimas, mas o que meu filho disse, acabará de me destruir, ele e Luan tinham
razão, eu nunca despertaria o amor de ninguém...