sexta-feira, 24 de junho de 2016

Promessa cumprida

Luan on

Depois que Eduarda fez o grande favor de subir, meu filho ficou agitado por causa dela, que não tinha comido e aquilo me irritava, eu não queria brigar com ele de novo, mas aquilo me dava nos nervos.

- Téo, por favor meu filho, come esse bolo e me deixa comer, a sua mãe não quis e ponto, deixa ela quieta lá em cima.

- Papai, amanhã podemos jantar fora? Por favor? Eu, você e a mamãe,  ela disse que se você deixasse a gente ia...

- Tá bom Téo, a gente vai, agora come caladinho...

Eduarda ficou no quarto quase a tarde toda, e eu tive que ficar com Téo,  que parecia estar ligado na tomada, eu realmente não tinha o mínimo de paciência com criança,  mas, ele era meu filho, então eu teria que aprender...
Eu amo o Téo apesar de ele ter chegado numa época ruim e de ser filho de Eduarda, eu não podia negar, ele era a minha casa e tinha até minhas manias.
Quando ele chegou, minha vida mudou completamente, e, apesar de eu ser um pouco turrão, eu amo meu filho e sempre quis o melhor pra ele...

Duda on

Quando eu descobri que estava grávida,  pouco menos de um mês que estive com Luan,  eu levei um grande susto,  era totalmente inesperado, e , quando eu contei para o meu pai, ele ficou louco, me lembro exatamente das palavras que ele usou antes de me expulsar de casa.

- Você pra mim é uma vagabunda, esqueça que tem uma família, vai embora dessa casa, vai procurar o pai desse bebê,  daqui de casa você não vai levar nada além desse  vestido que está no seu corpo , nada.

- pai, pelo amor de Deus,  não faz isso, eu não tenho pra onde ir...

- vai pra rua, eu não me importo, eu não tenho mais filha, some dessa casa agora,  disse já me empurrando porta afora.


Eu não tinha pra onde ir, tinha apenas cem reais, que usei pra ir pra São Paulo,  onde fui obrigada a procurar o Luan.

Quando cheguei no condômino,  não queriam me deixar entrar, com muito visto, minha sogra liberou minha entrada, e, eu estava completamente desesperada.

- O que você está fazendo aqui? Luan gritou assim que me viu .

- Eu preciso falar com vocês

- vai embora, ninguém aqui tem nada com você garota, eu já te disse.

- pelo amor de Deus Luan,  não me põe pra fora, eu estou esperando um filho seu.

- VOCÊ TÁ LOUCA GAROTA? Gritou e veio apertando meu braço.

- Luan, larga ela agora, deixa a garota falar. Seu Amarildo disse autoritário.

- Eu estou dizendo a verdade, eu estou com o ultrassom aqui.

- Essa criança não é minha, você não é a primeira e nem a última a tentar me dar o golpe.

- pode pedir o dna, eu juro, mas, não me deixa na rua pelo amor que tem a nossa senhora, meu pai me pôs pra fora e eu não tenho pra onde ir, eu carrego seu filho na barriga, não faz isso comigo.

- Eu vou matar você sua vagabunda, disse voando em cima de mim mas Bruna entrou na minha frente.

- tá maluco pi, bater em uma mulher grávida?  Calma, você tá branca, mãe,  pega uma água pra ela.

- não vai pegar porra nenhuma,  eu quero essa vagabunda na rua agora, esse bebê não é meu filho.

- Você sabe que foi o meu primeiro homem,  o primeiro e único, é só fazer as contas, mas, pode deixar, eu não devia ter vindo...

- Qual sua idade minha linda? Mari me perguntou carinhosa.

- 16 anos.

- Você engravidou uma garota de 16 anos seu moleque irresponsável?  Eu não quero saber, daqui você não sai, eu criei meu filho pra ser homem, e ele vai assumir o que fez, Amarildo disse pra nós dois, e Luan apenas acabou com a cabeça.

- Tudo bem sua golpista, você vai ficar, mas  eu te juro que farei da sua vida um inferno,  ele sussurrou em meu ouvido.
Mal eu imaginava que ele iria cumprir muito bem essa promessa.

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