Luan on
Eduarda foi se vestir enquanto eu arrumava Téo, meu filho
estava animado, era rara as vezes em que ele viajava comigo para os meus shows.
-Anda logo Eduarda, só falta você, para de enrolar
caramba..,
-Nossa, pronto, já acabei, falou saindo do banheiro e estava
linda.
-Caprichou dessa vez hein, está muito bonita mamãezinha...
-Obrigada, você também está lindo meu amor...
-Tô gatão igual o papai, olha, ele passou aquele negocio pro
meu cabelo ficar igual o dele mamãe...
-Eu tô vendo filho, tá lindo...
-Obrigado mamãe, vamos papai? Vamos logo, eu quero ver você
cantar...
- Só estava esperando sua mãe, vamos logo antes que eu me
atrase...
Seguimos para a vã e fomos direto para o local do show, já
estava lotado e as meninas esperavam loucas do lado de fora, mas eu atenderia
somente o camarim.
Quando viram que Téo estava comigo, elas ficaram
enlouquecidas, queriam ver ele de todo jeito, mas achei arriscado, mesmo assim
desci com eles e fui acompanhado de Well até a grade pra que elas pudessem nos
ver mais de perto.
Elas ficaram eufóricas com meu menino, brincavam, jogavam presentes, tentavam
chegar perto, tinham um amor enorme por ele assim como por mim, mas, assim que
Eduarda desceu da vã, a reação foi totalmente oposta, elas a odiavam, começaram
a vaiar e xingar Duda de todos os nomes possíveis, entreguei Téo pro Rober, e,
quando fui ajudar Duda a sair dessa situação, vi algo ser arremessado e em
seguida, a mão dela sangrar.
-Droga, WELL, AJUDA AQUI...
Gritei pelo meu segurança que na mesma hora nos ajudou a
sair dali.
Fomos para o meu camarim particular e pude enfim ver o que
realmente tinha acontecido, uma “fã” jogou uma latinha cortada que acabou
cortando a mão de Duda.
-Tá tudo bem? Tá doendo muito?
-Sim, falou quase chorando.
-Deixa eu ver isso, falei pegando na mão dela e ela fez
careta, droga, o corte foi bem fundo, por isso tá sangrando tanto..
-Não é melhor levar ela num médico? talvez precise de pontos, Well me perguntou apreensivo.
-Não, não temos tempo pra frescura, vê se tem alguma faixa ou esparadrapo por ai que eu limpo isso e pronto.
Well saiu a procura do que mandei e ela começou a chorar calada.
-Não faz drama, é só um corte
-Aqui boi, usa isso, Well falou me entregando um kit de
primeiros socorros.
Limpei aquele ferimento com dificuldade, pois ela toda hora
puxava a mão e quase me estressei.
-Droga Eduarda, fica quieta, pronto, já acabei...
-Obrigada, elas me odeiam...
-conta uma novidade...
Ela não respondeu nada, ficou quieta num canto e logo Rober
veio com Téo que em minutos animou o ambiente.
Meu celular começou a tocar e ignorei quando vi quem era,
mas, de tanto insistir, tive que atender, fui pra o outro camarim sozinho e
atendi puto de raiva.
-Alô, já falei pra não me ligar mais caralho.
-Que foi gatinho, que braveza é essa?
-Vai pro inferno Jade, já disse pra me esquecer, eu mudei
porra, não quero mais nada com você.
-Hahaaha, mudou? Conta outra, homem como você não muda
nunca...
-Não me procura mais sua vagabunda, eu já disse que não
farei mais isso.
-Tudo bem, se cansou? Beleza luanzinho, mas, você vai me
conhecer de verdade...
Falou e desligou o telefone me fazendo engolir em seco .


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